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Milord

Milord

Querido povo da blogosfera, a minha vida como Milord, senhor de antigas terras que vendi a um preço insignificante para continuar a pagar certas mordomias, vai de mal a pior! Pois hoje, meu querido povo, tive que fazer limpeza nesta humilde mansão de uma assoalhada só e já estou de rastos! Até o meu bigode que tanto prezo está cheio de pó e, por mais que o penteie com o meu pente fino de prata reluzente, ele teima em ficar desgrenhado, tal qual o cabelo de uma criança depois de comer um bolo de chocolate!

Tive que trocar o meu modelito por umas calças gastas de tirilene, uma camisola moderna com uma inscrição (made sex) da qual não sei o significado pois eu só sei falar a minha língua materna que é le français, para me dedicar exclusivamente à limpeza de ma chambre!

Ao som da sinfonia das quatro estações do meu querido amigo Vivaldi, que Deus o tenha em eterno descanso, e com um espanador de penas de avestruz limpei todo o pó dos meus aposentos, sempre com classe claro está, porque Milord pode perder a dignidade mas nunca a pose!

Cheira a limpo agora, malgré as dores que sinto nas costas, mas posso me sentir orgulhoso do trabalho que fiz.

Continuo sem perceber porque é que, depois de todos estes relatos públicos, ainda ninguém se ofereceu para ser minha empregada doméstica interna.

 

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